domingo, 25 de dezembro de 2011

Desejos

Desejo às pessoas que visitam o meu blog, um ano com 2012 motivos para celebrar a vida com felicidade. E deixo o Drummond...

Desejo
Desejo a você
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festaUm violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.

Besu'

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Canção da Terra

Tudo aconteceu num certo dia
Hora de ave maria o universo vi gerar
No princípio o verbo se fez fogo
Nem atlas tinha o globo
Mas tinha nome o lugar
Era terra, terra

E fez o criador a natureza
Fez os campos e florestas
Fez os bichos, fez o mar
Fez por fim, então, a rebeldia
Que nos dá a garantia
Que nos leva a lutar
Pela terra, terra

Madre terra nossa esperança
Onde a vida dá seus frutos
O teu filho vem cantar
Ser e ter o sonho por inteiro
Ser sem-terra, ser guerreiro
Com a missão de semear
À terra, terra

Mas apesar de tudo isso
O latifúndio é feito um inço
Que precisa acabar
Romper as cercas da ignorância
Que produz a intolerância
Terra é de quem plantar
À terra, terra.


-O Teatro Mágico

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Tudo Tem a Ver

Tudo tem a ver...
Samba com carnaval,
futebol com televisão,
flores com a primavera
e calor com o verão.

Mas nada tem a ver
matança e poluição,
queimada e desmatamento,
dor e sofrimento,
sangue e destruição.

Em todo lugar existe natureza,
mas nem todos os lugares,
está com sua beleza,
está destruída,
feia e sem vida.

Nós fazemos parte,
do meio ambiente,
se a destruirmos,
também seremos destruídos.

Se quisermos sobreviver,
teremos que proteger.
Não polua o meio ambiente,
E viva a vida mais contente!

Não desmatar,
e não poluir,
um pouco dessa dor,
teremos que sentir.


-Danielly de Morais

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Se eu fosse...

Se eu fosse um mágico, seria um realizador de sonhos. Eu expressaria o poder de realização em cada ser humano.

Se eu fosse um guerreiro, seria um incansável conquistador da beleza que existe em cada um. Eu expressaria o poder de saber que somos filhos de Deus e herdeiros de toda sua criação.

Se eu fosse um artista, pintaria de luz as sombras escuras que povoam nossas mentes. Eu expressaria o brilho que existe nos olhos das crianças, que com o tempo insistimos em apagar.

Se eu fosse um poeta, escreveria cada página de vida começando com um sorriso. Eu expressaria a todos que a vida é uma página em branco que Deus nos deu, à espera das palavras que vamos nela colocar.

Se eu fosse um arquiteto, construiria um templo íntimo dentro de cada pessoa, onde ela pudesse ser amada por si mesma. Eu expressaria a importância da auto-construção consciente a cada dia, aumentando os tijolos do amor e da caridade.

No final descubro que sou eu mesmo, aqui e agora, que posso realizar meus sonhos, que posso iluminar minhas idéias sombrias, que posso escrever o meu destino e, que posso construir meu tempo pessoal crescendo a cada dia e, com tudo isso buscar por meio do exemplo do amor e da caridade, contribuir também com seu crescimento.

Lembrando sempre que a diferença entre ter felicidade e ser feliz, não está nas conquistas e sim, também no caminho que nos leva até ela. A verdadeira felicidade é um caminho, não um destino, permita-se vivê-la aqui e agora.

Besu.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A Última Flor

...

A décima segunda guerra mundial, como todos sabem, trouxe o colapso da civilização.

Vilas, aldeias e cidades desapareceram da terra. Todos os jardins e todas as florestas foram destruídas. E todas as obras de arte.

Homens, mulheres e crianças tomaram-se inferiores aos animais mais inferiores.

Desanimados e desiludidos, os cães abandonaram os donos decaídos.

Encorajados pela pesarosa condição dos antigos senhores do mundo, os coelhos caíram sobre eles.

Livros, pinturas e música desapareceram da terra e os seres humanos ficavam sem fazer nada, olhando no vazio. Anos e anos se passaram.

Os poucos sobreviventes militares tinham esquecido o que a última guerra havia decidido.

Os rapazes e as moças apenas se olhavam indiferentemente, pois o amor abandonara a terra.

Um dia uma jovem, que nunca tinha visto uma flor, encontrou por acaso a última que havia no mundo. Ela contou aos outros seres humanos que a última flor estava morrendo. O único que prestou atenção foi um rapaz que ela encontrou andando por ali. Juntos, os dois alimentaram a flor e ela começou a viver novamente...

Um dia uma abelha visitou a flor. E um colibri. E logo havia duas flores, e logo quatro, e logo uma porção de flores. Os jardins e as florestas cresceram novamente. A moça começou a se interessar pela própria aparência. O rapaz descobriu que era muito agradável passar a mão na moça. E o amor renasceu para o mundo.
Os seus filhos cresceram saudáveis e fortes e aprenderam a rir e brincar. Os cães retornaram do exílio. Colocando uma pedra em cima de outra pedra, o jovem descobriu como fazer um abrigo. E imediatamente todos começaram a construir abrigos. Vilas, aldeias e cidades surgiram em toda parte. E a canção voltou para o mundo. Surgiram trovadores e malabaristas alfaiates e sapateiros pintores e poetas escultores e ferreiros e soldados e soldados e soldados e soldados e soldados e tenentes e capitães e coronéis e generais e líderes!

Algumas pessoas tinham ido viver num lugar, outras em outro. Mas logo as que tinham ido viver na planície desejavam ter ido viver na montanha. E os que tinham escolhido a montanha preferiam a planície. Os líderes, sob a inspiração de Deus, puseram fogo ao descontentamento.

E assim o mundo estava novamente em guerra. Desta vez a destruição foi tão completa que absolutamente nada restou no mundo...

Exceto um homem. Uma mulher. E uma flor.

- James Thurber

sábado, 8 de outubro de 2011

Floresta Amazônica

A natureza para sempre a fez:
ouro verde deste planeta azul.
Selva de incomparável riqueza e
tão esplendorosa de norte a sul.
Com sabedoria foi plantada
pelas mãos do nosso Criador.
Um manto verde que oferta
ao grande mundo, gracioso valor
para a imensa e eterna biosfera.
Observe os rios, insetos e animais
nas matas com um jardim de lindas
flores das árvores e relvas naturais.
A maior floresta tropical do mundo
pode se tornar a nossa dispneia,
ao sofrer com a ação do homem
fixado na sua velha ideia...
De destruir a biodiversidade, que o
instinto humano sempre conserva,
ao cuidar das matas, rios, lagos
e também da natural reserva.
Até quando será o nosso viver,
na busca dos sonhados dias ditosos.
Sem as queimadas devastadoras
e os desmatamentos impiedosos.
Lutemos enquanto é tempo para
curar a nossa grande cegueira.
Para que possamos enxergar o belo.
Olhar para o futuro...
Só muito amor pela vida
e a grande generosidade.
E para o reflorestamento
muita solidariedade...
Para Amazônia Brasileira.

Besu'

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Jogar, Lançar, Colher, Sorrir...

Se eu jogar minhas palavras ao vento, o tempo as colherá.
Se eu jogar minha sorte ao vento, alguém de mim a roubará.
Se eu jogar meu amor ao vento, a solidão me envolverá.

Mas, se eu lançar a Palavra ao vento, o espírito por homens a semeará.
E se eu lançar a minha sorte ao vento, Deus certamente me abençoará.
E se eu lançar o meu amor ao vento, ele será livre para também me amar.

Veja que se jogo eu desprezo, mas se lanço é porque me entrego e se desprezo, então perderei ; mas se lanço, certamente colherei.

Então me lanço todos os dias nessa louca ventania do espírito e renovo minha liberdade e minha alegria de poder amar e ter comigo tantos amores e tantos amigos.

Besu.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O Constante Diálogo

Há tantos diálogos

Diálogo com o ser amado
 o semelhante
 o diferente
 o indiferente
 o oposto
 o adversário
 o surdo-mudo
 o possesso
 o irracional 
 o vegetal 
 o mineral 
 o inominado

 Diálogo consigo mesmo
 com a noite
 os astros
 os mortos
 as ideias
 o sonho
 o passado
 o mais que futuro

 Escolhe teu diálogo
 e
 tua melhor palavra
 ou teu melhor silêncio.
 Mesmo no silêncio
 e com o silêncio
 dialogamos.

 Carlos Drummond de Andrade, in 'Discurso da Primavera' 


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Planeta Água

Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão
Água que faz inocente
Riacho e deságua
Na corrente do ribeirão...

Águas escuras dos rios
Que levam
A fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população...

Águas que caem das pedras
No véu das cascatas
Ronco de trovão
E depois dormem tranqüilas
No leito dos lagos
No leito dos lagos...

Água dos igarapés
Onde Iara, a mãe d'água
É misteriosa canção
Água que o sol evapora
Pro céu vai embora
Virar nuvens de algodão...

Gotas de água da chuva
Alegre arco-íris
Sobre a plantação
Gotas de água da chuva
Tão tristes, são lágrimas
Na inundação...

Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra...

Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água...


-Guilherme Arantes

domingo, 7 de agosto de 2011

Vamos Contemplar?

Nessa vida de compromissos, de correria, de competição, o tempo todo...
Esquecemos de cuidar da gente... Preocupações, Ansiedade,
Esgotamento mental, Cansaço físico,
deixa a gente acabado...
Temos que nos desligar em algum momento e sair um pouco dessa
roda viva que nos transforma
em praticamente uma máquina, uma máquina de produção!
Quando desaceleramos, conseguimos nos deixar levar para
uma direção aonde não precisamos
ouvir o que não queremos! A mente, a mídia, as pessoas!
Essa é uma atitude de respeito ao nosso corpo... um descanso
merecido a ele e com isso começamos a tratar da alma!
Desacelerando, conseguimos perceber coisas que não havíamos notado.
Sentimos novas sensações, como o contemplar!
Contemplar o sol, contemplar as árvores, contemplar a natureza toda!
Nada ligado ao passado e ao futuro!
Estar presente só no momento e somente contemplar!
Você se renova, se recupera, redobra a sua energia criativa!
Se permite ser gente de novo... Recebe em troca, muita inspiração!
Se sente inteiro outra vez, porque fortaleceu o seu espírito!

Besu