quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Jogar, Lançar, Colher, Sorrir...

Se eu jogar minhas palavras ao vento, o tempo as colherá.
Se eu jogar minha sorte ao vento, alguém de mim a roubará.
Se eu jogar meu amor ao vento, a solidão me envolverá.

Mas, se eu lançar a Palavra ao vento, o espírito por homens a semeará.
E se eu lançar a minha sorte ao vento, Deus certamente me abençoará.
E se eu lançar o meu amor ao vento, ele será livre para também me amar.

Veja que se jogo eu desprezo, mas se lanço é porque me entrego e se desprezo, então perderei ; mas se lanço, certamente colherei.

Então me lanço todos os dias nessa louca ventania do espírito e renovo minha liberdade e minha alegria de poder amar e ter comigo tantos amores e tantos amigos.

Besu.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O Constante Diálogo

Há tantos diálogos

Diálogo com o ser amado
 o semelhante
 o diferente
 o indiferente
 o oposto
 o adversário
 o surdo-mudo
 o possesso
 o irracional 
 o vegetal 
 o mineral 
 o inominado

 Diálogo consigo mesmo
 com a noite
 os astros
 os mortos
 as ideias
 o sonho
 o passado
 o mais que futuro

 Escolhe teu diálogo
 e
 tua melhor palavra
 ou teu melhor silêncio.
 Mesmo no silêncio
 e com o silêncio
 dialogamos.

 Carlos Drummond de Andrade, in 'Discurso da Primavera' 


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Planeta Água

Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão
Água que faz inocente
Riacho e deságua
Na corrente do ribeirão...

Águas escuras dos rios
Que levam
A fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população...

Águas que caem das pedras
No véu das cascatas
Ronco de trovão
E depois dormem tranqüilas
No leito dos lagos
No leito dos lagos...

Água dos igarapés
Onde Iara, a mãe d'água
É misteriosa canção
Água que o sol evapora
Pro céu vai embora
Virar nuvens de algodão...

Gotas de água da chuva
Alegre arco-íris
Sobre a plantação
Gotas de água da chuva
Tão tristes, são lágrimas
Na inundação...

Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra...

Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água...


-Guilherme Arantes

domingo, 7 de agosto de 2011

Vamos Contemplar?

Nessa vida de compromissos, de correria, de competição, o tempo todo...
Esquecemos de cuidar da gente... Preocupações, Ansiedade,
Esgotamento mental, Cansaço físico,
deixa a gente acabado...
Temos que nos desligar em algum momento e sair um pouco dessa
roda viva que nos transforma
em praticamente uma máquina, uma máquina de produção!
Quando desaceleramos, conseguimos nos deixar levar para
uma direção aonde não precisamos
ouvir o que não queremos! A mente, a mídia, as pessoas!
Essa é uma atitude de respeito ao nosso corpo... um descanso
merecido a ele e com isso começamos a tratar da alma!
Desacelerando, conseguimos perceber coisas que não havíamos notado.
Sentimos novas sensações, como o contemplar!
Contemplar o sol, contemplar as árvores, contemplar a natureza toda!
Nada ligado ao passado e ao futuro!
Estar presente só no momento e somente contemplar!
Você se renova, se recupera, redobra a sua energia criativa!
Se permite ser gente de novo... Recebe em troca, muita inspiração!
Se sente inteiro outra vez, porque fortaleceu o seu espírito!

Besu

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Amar é mar

Ondas espumam em desenhos no ar,
Harmonia, leveza, pura magia,
Eu rubro barco na costa a remar,
Coração acelerado, em euforia...

Lanço minhas mãos ao clarão solar,
Com os braços abertos e alegria,
Rogo ao Deus e Senhor do meu Altar,
Orientação através de um Anjo-Guia.

Sou uma mortal e pecadora Maria,
A contemplar aqui deste lindo lugar,
Que na tua vida possas me aceitar...

Teu calor aquecer-me a noite fria,
Navegar ao bel prazer do teu mar:
Ah, doce felicidade de amar!...

-Betha Costa.

terça-feira, 5 de julho de 2011

A la brasileira

Um pouco de amor vindo a bem brasileira beijar
Moreno na cor. Temperado com seu desejo forte
Tupiniquim, banhado de lua cheia
É a virgem do mar, adorada sereia negra
Dengosa cunhã. A beleza mais verdadeira
Deusa, Oxum-Maré, a real natureza bela

A feiticeira do olhar tinhoso
Nas volúpias do amor
A morena gostosa
Cheirosa da praia
A guerreira Iracema

Do amor, nuestro amor, abaixo do Equador
É a mulher, bem mulher, a brasileira.

-Lucinha Bastos

domingo, 19 de junho de 2011

Pássaro

Pássaro livre de vôos altos e plenos, mas que sabe reconhecer seu ninho de qualquer altura.
Que compartilha alegrias e porque não dizer tristezas, pois elas fazem parte dessa vida.
Pássaro que sabe correr dos inimigos para não interromper a alegria de seu vôo, mas que sabe enfrentar se for preciso!
Voa muito, mas nunca o suficiente para se perder, pois tudo que precisa tem em seu ninho.
Passa pelo inverno com muita força de vontade, assim como o noivo que espera sua amada ansiosamente no altar, na frente de todos, transpassado de vergonha e nervosismo, o pássaro fica ali esperando o grande sol aparecer no horizonte, como a noiva que atravessa a igreja.
Para ele ser um pássaro é tudo e nada, é vento no rosto e chuva no corpo, mais acima de tudo e todos ele é livre...
Sentir-se um pássaro é fácil o complicado é passar por essas dificuldades e mesmo assim não perder a leveza.

Besu.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Sabedoria da Terra

Terra, ensina-me a quietude, como a relva é silenciosa pela luz.
Terra, ensina-me a sofrer, como as velhas pedras sofrem com a lembrança.
Terra, ensina-me a humildade, como as flores são humildes em seus primórdios.
Terra, ensina-me a acarinhar, como a mãe que envolve seu bebê.
Terra, ensina-me a coragem, como a árvore que se eleva solitária.
Terra, ensina-me a limitação, como a formiga que rasteja no solo.
Terra, ensina-me a liberdade, como a águia que paira no céu.
Terra, ensina-me a resignação, como as folhas que morrem no outono.
Terra, ensina-me a regeneração, como a semente que brota na primavera.
Terra, ensina-me a esquecer de mim mesmo, como a neve que derrete esquece sua vida.
Terra, ensina-me a lembrar da bondade, como os campos áridos choram com a chuva.

Besu.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O verdadeiro homem

O verdadeiro homem vive a palavra de Deus. Respeita os direitos e reconhece os deveres. Luta contra as injustiças e preconceitos. Ama o seu próximo como a si mesmo.
O verdadeiro homem é contra o alcoolismo, as drogas e prostituições.
Busca dentro de si conhecimentos e emoções Estuda a bíblia e evangeliza procura amar a Deus de todo o seu coração.

O verdadeiro homem tem fé, amor e esperança.
Sabe orar, pedir perdão e perdoar.
É paciente, prestativo e persistente.
Tem sabedoria e prudência no falar.

O verdadeiro homem arrepende-se de seus pecados Tem consciência, autenticidade e coerência.
Ajuda as pessoas carentes espiritualmente. Tem versatilidade e experiência.

O verdadeiro homem feito a imagem e semelhança de Deus Recebeu a Jesus Cristo como Senhor e salvador.
Nasceu da água e do espírito.
Em Cristo é mais do que um vencedor.

-Sidney Alves.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Maneira de Amar

A jardineira conversava com as flores e elas se habituaram ao diálogo. Passava manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiava um gerânio. O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse mulher bonita, ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza.
Em vão a jardineira tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria. Era uma situação bastante embaraçosa, que as outras flores não comentavam nunca. Entretanto, a jardineira deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na devida ocasião.
A dona do jardim achou que sua empregada perdia muito tempo parado diante dos canteiros, aparentemente não fazendo coisa alguma. E mando-a embora, depois de assinar a carteira de trabalho.
Depois que a jardineira saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque não tinham induzido o girassol a mudar de atitude. A mais triste de todas era o girassol, que não se conformava com a ausência da mulher. "VOCÊ A TRATAVA MAL, AGORA ESTÁ ARREPENDIDO?" - NÃO, RESPONDEU, "ESTOU TRISTE PORQUE AGORA NÃO POSSO TRATÁ-LA MAL. É A MINHA MANEIRA DE AMAR, ELA SABIA DISSO, E GOSTAVA".

-Muyrá